Maradona, símbolo do drible

Comoção na Argentina

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Natural comoção na Argentina com a morte de Diego Maradona, o segundo melhor jogador do planeta de todos os tempos.

A frase, por si só, dispensa outras considerações sobre o atleta, porque sequer convém avaliar a vida dele fora dos gramados.

Maradona, como incontáveis boleiros do passado, nos remetem à magia do drible, coisa cada vez mais rara no futebol de hoje.

Driblador do passado pouco se importava se estava cercado por dois ou três adversários.

MALABARISMO

Além da bola colar aos pés, ele tinha arranque e malabarismo pra fazer zigue-zague.

Era belo ver o driblador se desvencilhar de adversários, pouco se importando se enfrentasse retrancas na tentativa de anulá-lo.

O driblador nascia nos esburacados campinhos de terra, pois quando a bola parecia fugir do controle, a leveza dos pés provocava a reaproximação dela.

Como faz falta o genuíno driblador nos dias de hoje!

Pois essa é imagem que vou guardar eternamente de Maradona.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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