Ponte vê Coelho perder o seu melhor jogador para estreia; rivais paulistas ficam devendo

Ponte vê Coelho perder o seu melhor jogador para estreia; rivais paulistas ficam devendo

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Sabe aquele negócio de um olho no peixe e o outro no gato na noite desta quarta-feira?

Como se fixar apenas na final de Corinthians e Palmeiras se o dever do ofício recomenda saber a quantas anda esse América Mineiro, adversário da Ponte Preta na largada do Campeonato Brasileiro da Série B, já no próximo sábado?

Pois enquanto na Arena Itaquerão nem parecia decisão do título paulista, pelo futebol arrastado dos rivais no empate sem gols, o América tentava mostrar a sua cara em seu estádio, na tentativa de reverter a vantagem do Galo na semifinal daquele estadual.

Pois saibam que no aspecto físico o América está em patamar semelhante ao da Ponte Preta, e o time chega com rapidez ao ataque, apesar de erros de passes.

O jogo em Belo Horizonte era pautado por equilíbrio, já no segundo tempo, quando o zagueiro Eduardo Bauermann, 1,87m de altura, perdeu a disputa pelo alto para o também zagueiro Rever, do Atlético, 1,92m de altura, após cobrança de escanteio.

Assim o América sofreu o primeiro gol, e depois se desorganizou em campo, na tentativa de se atirar ao ataque em busca do empate.

ADEMIR

Pior é que antes disso o treinador Lisca viu o seu time perder o principal jogador, o atacante Ademir, com estiramento muscular na parte posterior da coxa esquerda, e certamente será desfalque contra a Ponte.

Quando dava um pique, ele esticou a perna e sentiu a lesão. Ele era a esperança do Coelho pela facilidade de dominar a bola no lado direito do ataque e facilidade pra driblar por dentro, antes da finalização. Pelo histórico, já marcou cinco gols no Campeonato Mineiro.

Também saiu machucado o eficiente volante Flávio, não se prevendo se terá condições de se recuperar.

GOLEADA

A goleada do Galo mineiro não reflete aquilo que foi o jogo, até porque o goleiro Airton falhou no segundo e terceiro gols.

Primeiro saiu atabalhoadamente da meta, porque a defesa estava desguarnecida, e o atacante Marrone só tocou por cobertura.

Depois Airton deixou a bola passar embaixo de seu corpo, em chute fraco e defensável de Safarino.

PALMEIRAS BEM ABAIXO

Se o Corinthians fez dele aquilo que se espera, tocar a bola com lentidão e tentativa de explorar erros do adversário, o Palmeiras não foi nem sobra daquele time elétrico diante da Ponte Preta, na semifinal do Paulistão.

Vários de seus jogadores tiveram rendimento aquém das reais possibilidades, e isso facilitou o trabalho de destruição da defesa corintiana.

Disperso e quase sem pegar na bola, o centroavante Luiz Adriano foi corretamente substituído no intervalo.

Pelo menos Willian Bigode, o substituto, se movimentou mais.

Volante Ramirez estava preso na marcação, mas não houve ganho com a entrada de Bruno Henrique.

O jovem meio-campista Gabriel Menino também oscilou na partida.

E de nada adiantou o treinador Vanderlei Luxemburgo inverter o posicionamento do atacante Rony, da esquerda para a direita, para evitar o bom marcador Facner e tentar explorar o instável Carlos Augusto. Rony estava apagado.

DEFESA DE WEVERSON

Assim, sem inspiração, o Palmeiras até correu risco no primeiro tempo quando o meia corintiano Luan colocou Ramiro na cara do gol, mas o chute foi defendido pelo goleiro Weverson.

Agora, tudo ficou para o sábado, por ocasião da segunda e decisiva partida.

Quem vencer vai levar a bolada de R$ 5 milhões, premio estabelecido pela Federação Paulista de Futebol ao campeão.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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