Então, que seja dado um voto de confiança para Kleina

Então, que seja dado um voto de confiança para Kleina

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Após sucessivas - e justas - críticas ao treinador Gilson Kleina, da Ponte Preta, cabe agora uma trégua para reavaliação de novo trabalho no comando do elenco, considerando-se reformulação radical, com remontagem quase total da equipe.

Kleina é 'réu' confesso que a sua estratégia não deu encaixe no Campeonato Brasileiro da Série B, e agora participa ativamente da nova composição, com probabilidade de um pacotação de novos jogadores nos próximos dias, para que se somem ao volante Índio e zagueiro Alisson, que vieram do Operário de Ponta Grossa (PR).

Por ter acompanhado partidas do time paranaense, citei aqui tanto atuações convincentes como outras cujo rendimento não foi ratificado por Índio.

Não se questiona que é jogador intenso, capaz de fazer o cobrado vaivém do segundo volante.

Claro que já mostrou em partidas passes bem encaixados, como citou Kleina em entrevista coletiva, mas houve registro, igualmente, de alta incidência de erros de passes, e por vezes até exagero nas faltas.

Cobra-se, portanto, regularidade do atleta, e nisso o trabalho técnico de compactação dos jogadores será preponderante, para se evitar passes alongados.

É importante essa conceituação pra não pairar dúvida sobre quem opina negativamente sobre o atleta, sem que haja especificação de supostas carências.

ALISSON

Coube ao executivo de futebol da Ponte Preta Gustavo Bueno, conjuntamente com Kleina, avalizarem a contratação do zagueiro Alisson.

Confesso não ter conclusão sobre as condições do jogador, embora - conforme relato - tenha visto jogos do Operário.

Como não cravo conceituação sobre o zagueiro, por coerência posteriormente não vai me caber eventuais críticas ao Departamento de Futebol da Ponte Preta caso o atleta não corresponda.

Se Ponte Preta e Guarani estão contratando basicamente jogadores que atuaram na Série B, pressupõe-se que o analista tenha igualmente observado o universo, feito conceituação sobre quem chega e, consequentemente, se posicione.

No trocadilho do futebol, chutar cachorro morto é cômodo e deselegante.

Fosse outra época em que não havia disponibilidade para se acompanhar jogos pela TV, em que olheiros corriam esse Brasil a procura de pedras preciosas para lapidá-las, aí a situação seria outra.

INDICAÇÕES

Ao longo desta Série B ocupei o espaço para alertar aos dirigentes de Guarani e Ponte Preta sobre jogadores adversários que em determinadas partidas mostraram qualidade.

Cabem duas observações: jogador de Série B oscila bastante, senão estaria na Série A, obviamente.

No caso específico, carecem de acabamento técnico-tático de seus respectivos treinadores, para que o rendimento seja uniforme, equilibrado.

Evidente que mentes poluídas podem até eventualmente confundir avaliações elogiosas a quaisquer dos jogadores como jogada de marketing para meu favorecimento.

Meu contra argumento são quase 42 anos de jornalismo independente, livro aberto e sem páginas rasuradas.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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