Brasil 0 x 0 Venezuela - Três gols anulados, em noite com 'olé' para o adversário

A seleção de Tite ficou novamente abaixo do esperado e acabou vaiando na Fonte Nova

por Kim Belluco

Salvador, BA, 18 (AFI) - Com gritos contra de 'olé' e vaias, a seleção brasileira ficou no empate sem gols diante da Venezuela na noite desta terça-feira, na Arena Fonte Nova, pela segunda rodada da Copa América. O Brasil teve três gols anulados, em dois com Roberto Firmino em posição irregular e um depois de cometer falta.

O resultado só ressalta a deficiência da seleção de Tite, principalmente na criação. O Brasil fez o segundo jogo seguido abaixo da crítica e vai para o duelo contra o Peru totalmente pressionado. Melhor para a Venezuela, que tem superado sua crise política e vem realizando uma Copa América de igual para igual com todos os adversários.

Nesta terça-feira, a Arena Fonte Nova acabou não sendo um talismã para a seleção brasileira. O Brasil nunca perdeu no estádio. Foram: oito vitórias e seis empates. O tabu contra o time venezuelano, no entanto, aumentou. Em 25 jogos, só uma vez o adversário sul-americano venceu, feito conquistado em 2008.

CALOR BAIANO...
Do frio do Morumbi, a seleção foi ao calor da Bahia em busca do bom futebol. O que se viu foi novamente uma partida sem brilho. Com exceção do gol anulado de Firmino, o Brasil pouco envolveu a Venezuela. O atacante do Liverpool recebeu de Daniel Alves, girou e bateu para o gol. Julio Bascuñan anulou o lance, marcando falta.

O Brasil não teve o mesmo volume de jogo da partida contra Bolívia, mas foi a Venezuela que impediu tal domínio. A equipe se arriscou e poderia ter inaugurado o marcador em cabeçada de Rondón. Ele ganhou de Marquinhos e mandou rente à trave de Alisson. O goleiro só torceu para a bola não entrar.

Mesmo com o apoio da torcida, o ataque brasileiro novamente não funcionou nos 45 minutos iniciais. Richarlison até tentou uma infiltração, mas o chute parou na defesa de Fariñez. Já a tentativa de David Neres saiu pela linha de fundo. A sensação é que falta um camisa 10 e esse não seria Philipe Coutinho, que poderia atuar pelo lado de campo.

Brasil esbarra na Venezuela - Lucas Figueiredo/CBF
Brasil esbarra na Venezuela

... ACABOU EM VAIAS
Apesar dos pedidos por Everton, Tite voltou para o segundo tempo com Jesus no lugar de Richarlison. O ex-atacante do Palmeiras entrou com fome de bola e chegou a marcar, mas novamente o lance acabou anulado pela arbitragem. Ele fez boa jogada pela esquerda e tocou para Coutinho. A bola espirrou e foi para com Richarlison, em posição irregular. O atleta do Liverpool voltou para o camisa 9 marcar, nada valeu.

O clima ficou tenso quando Tite chamou Fernandinho: começaram as vaias. A resposta do treinador foi a entrada de Everton. Assim, inflamou a torcida. O Brasil jogou a Venezuela para o seu campo defesa, mas esbarrou na falta de criatividade, marca evidente desde a Copa do Mundo, na Rússia.

E o filme voltou a se repetir. Em mais um impedimento de Firmino, após lindo lance de Everton pelo lado esquerdo, Philippe Coutinho chutou e a bola desviou no atacante do Liverpool antes de parar no gol.

Na base de lampejos de Everton, o Brasil foi facilmente marcado e pouco assustou a Venezuela. Filipe Luis ainda tentou uma jogada pela esquerda, mas a bola passou por todo mundo, assim como na tentativa de Fernandinho, a última antes do apito final.

PRÓXIMOS JOGOS
Na próxima rodada, o Brasil enfrenta o Peru no sábado, às 16h, na Arena Corinthians, em São Paulo (SP). No mesmo dia e horário, a Venzuela encara a Bolívia, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Ficha Técnica

Fase
Fase de Grupos
Rodada
2ª rodada
Data
18/06/2019
Horário
21h30
Local
Fonte Nova - Salvador (BA)
Árbitro
Julio Bascuñán (Chile)

Renda
R$ 8.734.580,00.
Assistentes

Público
38.622 pagantes
Cartões Amarelos
Brasil: Casemiro
Venezuela: Murillo, Figuera

Brasil
Alisson;
Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís;
Casemiro (Fernandinho), Arthur e Philippe Coutinho;
David Neres (Everton), Richarlison (Gabriel Jesus) e Roberto Firmino
Técnico: Tite
Venezuela
Fariñez;
Hernandez, Osorio, Villanueva e Rosales;
Moreno, Rincón, Herrera (Soteldo), Machis (Figuera) e Murillo;
Rondón (Martínez)
Técnico: Rafael Dudamel