Prefeita de Turim é condenada por mortes na final da Liga dos Campeões de 2017

Incidentes que ocorreram em 3 de junho de 2017 na Piazza San Carlo, durante o jogo entre Real Madrid e Juventus

por Agência Estado

Campinas, SP, 27 - A prefeita de Turim, Chiara Appendino, foi condenada, nesta quarta-feira, a 18 meses de prisão pelos incidentes que ocorreram em 3 de junho de 2017 na Piazza San Carlo durante o jogo final da Liga dos Campeões entre Real Madrid e Juventus, quando duas pessoas morreram e mais de 1,5 mil ficaram feridas.

A justiça italiana condenou Appendino por "lesões, desastres e morte culposa", decisão que foi confirmada pela própria prefeita com uma longa mensagem nas redes sociais, na qual garante que aceita e respeita a decisão, sem esconder um "sentimento de amargura".
Prefeita de Turim foi considerada culpada pelos incidentes (Foto: Massimo Pinca/Reuters)
Prefeita de Turim foi considerada culpada pelos incidentes (Foto: Massimo Pinca/Reuters)

"Hoje (nesta quarta-feira), o juiz me condenou e outras quatro pessoas a um ano e seis meses por uma série de crime ligados aos eventos na Plaza San Carlo. É uma decisão que aceito e respeito, também pela posição que tenho", escreveu Appendino, condenada em primeira estância e com direito a recorrer da sentença. "Vou tentar mudar no recurso, porque é claro que se tivesse os elementos necessários para prever o que aconteceu, eu teria feito isso. Mas não foi assim."

O CASO

Os incidentes datam da noite de 3 de junho de 2017, quando milhares de torcedores da Juventus se reuniram na praça San Carlo, no centro de Turim, para assistir nos telões a final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, que terminou com a vitória da equipe espanhola por 4 a 1.

Por volta das 22h15 (horário local), um grupo de quatro ladrões armados com gás entrou na praça para roubar joias e relógios. Ao jogar o spray, uma multidão de pessoas assustadas começou a fugir e causou uma debandada que causou a morte de duas mulheres e feriu mais de 1,5 mil pessoas. Os bandidos foram presos e condenados a dez anos de prisão.