Avião que caiu no Tocantins não podia fazer táxi aéreo; ANAC investiga

Avião havia sido comprado por Lucas Meira há pouco tempo e realizava o processo de transferência

por Agência Futebol Interior

Palmas, TO, 25 (AFI) - O avião de pequeno porte que caiu em Porto Nacional, próximo a Palmas, no Tocantins, e matou seis pessoas, não podia fazer táxi aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que abriu processo administrativo para investigar o contrato do voo.

O avião pertencia a construtora Meirelles Mascarenhas Ltda, com sede no Pará, de acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O Palmas, por meio da sua assessoria, informou que o avião não fez serviço de táxi aéreo e que Lucas Meira, empresário e presidente do clube tocantinense, havia comprado o avião há pouco tempo e realizava o processo de transferência.

Avião que caiu seria desse modelo. (Foto: Tales de Lass Graciano)
Avião que caiu seria desse modelo. (Foto: Tales de Lass Graciano)

Segundo o Corpo de Bombeiros, que atendeu o chamado, o avião era um bimotor modelo Baron, de prefixo PTLYG. De acordo com a Beechcraft, fabricante do avião, a Beechcraft, este tipo de aeronave pode transportar no máximo seis pessoas por voo. Todos os seis que estavam no avião morreram carbonizados.

TÁXI AÉREO!
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC): "O serviço de táxi aéreo é autorizado e fiscalizado pela ANAC e só pode ser prestado por empresas que cumpram uma série de requisitos e exigências que as credenciam a prestar o serviço de forma legal e regular.

Ao contratar um táxi-aéreo, o usuário deve se certificar de que a empresa está autorizada a prestar o serviço para que não utilize um transporte clandestino, evitando expor sua vida e a de terceiros em risco.

O contratante do serviço é um importante fiscal! Se a empresa não estiver na lista de prestadoras autorizadas, denuncie-a à Agência para evitar o transporte pirata. As denúncias podem ser anônimas".

TRAGÉDIA!

O acidente aconteceu na manhã de domingo e matou Lucas Meira, empresário e presidente do Palmas, os atletas Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, e o comandante Wagner.

De pequeno porte, o avião caiu logo após a decolagem na Associação Tocantinense de Aviação (ATA), no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional. O avião deu algumas voltas, perdeu altitude e atingiu o solo em um matagal, pegando fogo. Todos integrantes morreram.

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Todos viajavam para Goiânia, onde o Palmas enfrentaria o Vila Nova nesta segunda-feira pelas oitavas de final da Copa Verde. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adiou o jogo.

O Vila Nova entrou direto nas oitavas, enquanto o Palmas eliminou o Real Noroeste, por 2 a 0, na primeira fase. A Copa Verde tem sido disputada em 2021 por causa do estrago causado pela pandemia de Covid-19.